O cenário das compras online no Brasil ganhou um novo e robusto competidor: o TikTok Shop. Lançada oficialmente em solo brasileiro em maio de 2025, a plataforma de vendas integrada à rede social de vídeos curtos já atraiu gigantes do mercado nacional, como O Boticário, Riachuelo e a marca de cosméticos Boca Rosa. No entanto, por ser uma funcionalidade relativamente recente para o público brasileiro, muitos usuários ainda se perguntam se é seguro abrir a carteira dentro do aplicativo.
Verificação rigorosa e presença de marcas oficiais
Para operar no TikTok Shop, o nível de exigência vai além de uma simples conta de criador de conteúdo. Qualquer vendedor ou empresa precisa, obrigatoriamente, ser maior de idade e possuir um CNPJ ativo. A plataforma realiza um processo de auditoria de documentos que leva de um a três dias úteis antes de liberar as vendas. Essa barreira de entrada, somada à presença de lojas oficiais que já possuem renome no varejo físico e digital, confere uma camada inicial de credibilidade ao serviço.
Logística e a questão da reputação no mercado
Diferente de outros marketplaces onde o envio fica totalmente a cargo do lojista, no TikTok Shop a própria rede social assume a responsabilidade pelas entregas, utilizando parceiros logísticos estratégicos — sendo os Correios o principal braço operacional no Brasil.
Apesar dessa estrutura, um ponto de atenção para o consumidor é a ausência, até o momento, de uma página verificada do TikTok Shop no portal Reclame Aqui. Como essa é uma ferramenta central para o brasileiro medir a transparência e a eficiência do suporte de uma empresa, a recomendação é que o usuário redobre o cuidado, priorizando sempre as lojas oficiais dentro do app e lendo atentamente as avaliações de quem já comprou.
Regras sobre estoque e produtos falsificados
Embora o TikTok cuide do frete, o gerenciamento do estoque e a qualidade do produto são de responsabilidade direta de cada vendedor. É o lojista quem deve garantir que o item anunciado esteja disponível e que a descrição corresponda exatamente ao que será enviado. Para evitar dores de cabeça, o ideal é verificar se a marca possui o selo de loja própria na rede.
Quanto à pirataria, as diretrizes da plataforma são categóricas: é terminantemente proibido anunciar, promover ou comercializar mercadorias falsificadas. O TikTok afirma que monitora conteúdos que tentem burlar essa regra, oferecendo canais diretos de comunicação para que o cliente possa tirar dúvidas ou registrar reclamações tanto com o vendedor quanto com o suporte da rede social.
A projeção global: do celular para o topo do varejo
A desconfiança inicial de alguns usuários contrasta com os números astronômicos do setor. Relatórios recentes da agência Flywheel indicam que a ByteDance, dona do TikTok, caminha para se tornar uma das três maiores varejistas do mundo até 2030. A projeção é que o TikTok Shop abocanhe cerca de 14,6% da fatia do mercado global, movimentando algo em torno de 1 trilhão de dólares em vendas.
Se essas previsões se confirmarem, a plataforma poderá superar gigantes tradicionais como o Walmart, ficando atrás apenas da Amazon e da chinesa Pinduoduo. Atualmente, o serviço já opera em 17 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e grandes mercados europeus e asiáticos.
No mercado americano, o TikTok Shop já se consolidou como a maior plataforma de social commerce, registrando vendas superiores a 15 bilhões de dólares em 2025. Setores como beleza, bem-estar e moda feminina lideram as buscas, mostrando que a integração entre entretenimento e consumo não é apenas uma tendência passageira, mas o futuro do varejo global.